Em evento na China, CEO da JBS Brasil discute desafio de garantir segurança alimentar e frear mudanças climáticas

Gilberto Xandó apresentou iniciativas da JBS para ampliar a produção de alimentos de maneira cada vez mais sustentável

Imagem mostra pessoas de origem brasileira e chinesa sentados em um palco falando em um evento com um telão azul ao fundo
Xandó foi um dos palestrantes do Diálogo China-Brasil sobre Desenvolvimento Sustentável, evento realizado em Pequim

O presidente da JBS Brasil, Gilberto Xandó, debateu soluções para ampliar a produção de alimentos, de forma a atender à crescente população mundial, e ao mesmo tempo frear o aquecimento global. Como um dos palestrantes do Diálogo China-Brasil sobre Desenvolvimento Sustentável, promovido em Pequim, o executivo enfatizou a responsabilidade da Companhia perante esse desafio, por ser uma das maiores empresas alimetícias do mundo. “Estamos fazendo nossa parte no enfrentamento das mudanças climáticas”, afirmou Xandó.

O evento foi organizado pelo Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), pelo CCG (Center for China and Globalization) e pela CPAFFC (Chinese People’s Association for Friendship with Foreign Countries) com a intenção de debater a transição para uma economia de baixo carbono, tendo como pano de fundo as seguranças alimentar e energética. O fórum contou com a participação de executivos de outras empresas brasileiras e chinesas também. Além do setor de alimentos, estiveram representados os setores de mineração e celulose, entre outros.

O presidente da JBS Brasil destacou o investimento global da Companhia em biodigestores para descarte de resíduos orgânicos em locais como Estados Unidos, Canadá, Austrália e México. Além disso, enfatizou que a empresa atingiu a capacidade de aproveitar 99,61% de cada cabeça de gado processada. “Além da carne bovina, produzimos couro, fertilizantes orgânicos, sabão, biocombustível, colágeno, gelatina, entre outros produtos. Portanto, a mesma terra que permitiu criar o animal para gerar alimentos também gerou energia limpa, itens de saúde e higiene pessoal, roupas e insumos agrícolas”, enumerou Xandó.

No ano passado, a empresa iniciou dois novos negócios: a Campo Forte, no segmento de fertilizantes organominerais, e a Genu-in, que atua na produção de peptídeos de colágeno e gelatina, ambos tendo como base o aproveitamento de resíduos da cadeia das marcas da JBS. “Aumentar a sustentabilidade é aumentar a eficiência, nossa capacidade de produzir o máximo de itens essenciais à vida com o mínimo de recursos naturais”, disse o presidente da JBS Brasil. A China, com a missão de alimentar 1,4 bilhão de pessoas, compartilha desse conceito.

Além da porteira da fábrica, a JBS investe em parcerias para introduzir suplementos nutricionais que possam reduzir significativamente as emissões de metano entérico do gado. Além disso, o seu sistema de monitoramento por satélite para avaliar todos os seus fornecedores de gado no Brasil abrange área três vezes maior que o Reino Unido, diariamente. Esse sistema já bloqueou mais de 15.000 fazendas por desrespeitarem os critérios socioambientais da empresa. A Companhia dispõe ainda dos Escritórios Verdes, que fornecem assistência técnica gratuita e acesso a crédito para produtores de bovinos, visando aumentar a produtividade e melhorar suas práticas ambientais. Quase 5.000 fazendas já foram beneficiadas por esse serviço.

Há dois anos, a JBS foi a primeira empresa global do setor de proteínas a assumir o compromisso de se tornar Net Zero até 2040. Desde então, a Companhia vem mobilizando suas equipes ao redor do mundo e contando com consultorias externas especializadas para construir seu roadmap consistente com os critérios estabelecidos pela Science-Based Targets Initiative. O trabalho inclui os escopos 1, 2 e 3, que tratam, respectivamente, das emissões diretas, das relacionadas à energia elétrica usada pela Companhia e das que ocorrem em toda a cadeia de valor – da matéria-prima adquirida até a distribuição dos produtos.

“Precisamos produzir mais, pois um terço da população mundial não tem acesso adequado à alimentação de qualidade, reduzindo a nossa pegada de carbono, pois as mudanças climáticas causam impactos severos em toda parte. Nós, da JBS, acreditamos que é sim possível enfrentar e superar os dois desafios ao mesmo tempo”, afirmou Xandó.