Diretora de Sustentabilidade da JBS defende sistema nacional de rastreabilidade em evento com delegação da Casa Branca

Em evento organizado pela AmCham, a diretora de Sustentabilidade da JBS explica ainda como funcionam os Escritórios Verdes, que ajudam produtores a tornarem suas fazendas mais sustentáveis

A diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, Liège Correia, defendeu nesta terça-feira, 26, a existência de um programa nacional obrigatório de rastreabilidade do gado. Em seminário promovido pela AmCham Brasil em São Paulo, Liège falou a representantes do governo americano sobre iniciativas para combater o desmatamento ilegal. Para além da rastreabilidade, a executiva reforçou a importância da atuação em parceria com produtores rurais pela promoção de uma pecuária mais sustentável.

“Há mais de 10 anos, a JBS investe em sistemas de monitoramento para garantir o cumprimento da nossa Política de Compra Responsável. Mas esse é um desafio que ninguém vai resolver sozinho. Por isso, temos defendido a importância de um sistema nacional obrigatório de rastreabilidade como solução definitiva para acabar com desmatamento ilegal”, afirmou Liège.

A executiva participou de encontro contou com representantes de empresas brasileiras e americanas e faz parte da agenda da equipe de John Kerry, Enviado Especial para o Clima da Presidência dos Estados Unidos. Essa delegação da Casa Branca é comandada por David Thorne, conselheiro sênior do Gabinete de Kerry. O objetivo da visita é prospectar oportunidades de negócios e trocar experiências e iniciativas sobre tecnologia verde.

No painel sobre Florestas, Bioeconomia e Economia Sustentável, Liège falou sobre estratégias e modelos utilizados para promover uma pecuária mais sustentável e livre do desmatamento ilegal. “Contribuímos para a transição das fazendas para produzirem cada vez mais alimentos de forma sustentável”, indicou.

Liege Correia ressaltou o trabalho realizado pelos Escritórios Verdes, programa criado pela JBS que oferece apoio técnico gratuito para todos os pecuaristas que desejam tornar suas propriedades mais eficientes e sustentáveis, além de apoio para sanar qualquer passivo ambiental. Também conectam os fazendeiros a instituições financeiras que oferecem acesso a crédito. Atualmente são 19 Escritórios Verdes em operação, capazes de atender propriedades em todo o Brasil. Até o fim do ano, serão 20.

“Temos um universo de 6,5 milhões de propriedades rurais. Muitos produtores entendem a importância de sua contribuição para uma agropecuária mais sustentável. Temos de apoiar esse produtor a fazer a transição para uma pecuária de baixo carbono e chegar àqueles que ainda não compreenderam a emergência que vivemos”, considerou Correia.

Desde maio de 2021, quando esse trabalho começou, 6.700 fazendas foram regularizadas, e 2,45 milhões de cabeças puderam voltar à rede de fornecimento da JBS. O equivalente a 2.000 hectares já foi direcionado à recuperação florestas. A expectativa é fechar 2023 com a marca de mais de 8.000 propriedades apoiadas. Até o momento, 18.700 produtores já procuraram os Escritórios Verdes.

A visita da delegação da equipe do Enviado Especial para o Clima dos Estados Unidos, iniciada na segunda, 25, em São Paulo, se estende nesta quarta, 27, e quinta, 28, no Rio de Janeiro.