JBS cria frente de negócios para levar proteína a novas categorias de alimentos e bebidas
21 | 09 | 2026
Assistente virtual acompanha operação em tempo real, conecta motoristas e áreas de apoio e integra estratégia da companhia para elevar efetividade das entregas a 98,5%
23 | 09 | 2026

Nova tecnologia cruza dados da operação e conecta motoristas, área comercial e áreas de apoio durante as entregas
A Seara, da JBS, passa a contar com uma assistente de inteligência artificial que atua diretamente na rota para enfrentar um dos principais desafios da distribuição de alimentos: acompanhar uma operação de grande escala em tempo real e transformar rapidamente as informações da rota em decisões. A nova tecnologia cruza dados da operação e conecta motoristas, área comercial e áreas de apoio durante as entregas, com o objetivo de aumentar a eficiência e elevar a efetividade das entregas para 98,5%.
Desenvolvida pela empresa brasileira de tecnologia uMov.me, a assistente virtual Mari é especializada em inteligência de Execução, integrando informações de diferentes sistemas já utilizados pela Seara para acompanhar a jornada de cada veículo. A tecnologia compara o planejamento com o que acontece em campo e, ao identificar um desvio ou uma situação que possa impactar a rota, direciona a informação às equipes responsáveis, sem depender de que alguém perceba o problema.
A atuação começa antes mesmo da saída do veículo do centro de distribuição. A Mari acompanha o horário previsto para o início da rota e pode sinalizar pendências, como a liberação de documentos. Durante o trajeto, considera informações como localização, trânsito, distância e janelas de recebimento para avaliar possíveis impactos nas próximas paradas. Ao final, consolida dados sobre a jornada, criando uma base para análise e aperfeiçoamento contínuo dos processos de roteirização.
A proposta é transformar a torre de controle logístico, estrutura responsável por monitorar o andamento das operações, em uma torre de controle cognitiva: além de enxergar a operação ela passa a agir sobre ela. A Mari não substitui ferramentas de rastreamento, telemetria ou planejamento de rotas: reúne e interpreta os dados gerados por esses sistemas e coordena os acionamentos necessários, fazendo com que backoffice, supervisão e equipe de vendas recebam as informações em tempo real.
A tecnologia também amplia a capacidade das equipes que acompanham a operação. Em uma torre de controle, um mesmo profissional precisa monitorar simultaneamente a jornada de diversos motoristas. Ao automatizar o acompanhamento das rotas e os acionamentos de rotina, a Mari permite que o backoffice concentre sua atuação nas situações que efetivamente exigem intervenção humana. O ganho de eficiência acontece nas duas pontas: o motorista recebe suporte mais rápido durante a entrega e as equipes de apoio conseguem acompanhar um volume maior de jornadas de forma mais direcionada.
“Uma taxa elevada de sucesso nas entregas não é apenas um indicador operacional, mas parte da nossa capacidade de cumprir o compromisso da marca com quem compra. Ao antecipar ocorrências e acelerar a resposta das equipes, a Mari contribui para preservar o nível de serviço e a disponibilidade dos produtos”, afirma Miguel Anzolin, gerente executivo de Logística da Seara. Ele explica que um dos principais desafios da operação é justamente conseguir utilizar os dados que chegam em tempo real das ruas e dos clientes para melhorar o processo de roteirização. Agora, a Mari será capaz de analisar diariamente esse banco de dados, resultando em um processo de melhoria contínua da rota.
Na primeira fase, o projeto contemplará 300 motoristas, 2000 veículos e 20 centros de distribuição, responsáveis por cerca de 500 mil entregas por mês. A expectativa é reduzir em 50% as ocorrências de reentrega. Com esses ganhos, a Companhia estima economizar mais de 5 mil horas operacionais por mês e evitar o consumo de aproximadamente 500 mil litros de combustível por ano.
Sem app novo a IA chega ao motorista pelo WhatsApp
Para o motorista, a interação com a Mari acontece por voz, pelo WhatsApp, sem a necessidade de instalar um novo aplicativo. Ele pode enviar um áudio relatando situações como atraso de faturamento, atraso de chegada ou entrega parcial. A inteligência artificial interpreta a mensagem, consulta os sistemas da operação e responde também por áudio. Conforme a necessidade, aciona o backoffice, a supervisão ou a equipe comercial.
O modelo encurta o caminho entre o que acontece na ponta e as áreas responsáveis por dar suporte à operação. Dessa forma, informações que antes precisavam percorrer diferentes fluxos podem chegar diretamente à equipe responsável, acelerando o atendimento ao motorista e a tomada de decisão.
“Em uma operação logística, alguns minutos separam uma entrega bem-sucedida de uma ocorrência que gera custo e desperdício. O que estamos construindo com a Seara é uma assistente que identifica o risco antes e transforma informação em ação, apoiando as pessoas antes que o problema aconteça”, afirma Alexandre Trevisan, CEO da uMov.me.
A automação está concentrada principalmente em consultas, alertas e acionamentos de rotina. Situações que dependem de experiência, contexto ou julgamento continuam sob responsabilidade das equipes. “Não se trata de substituir quem acompanha a operação, e sim de ampliar a capacidade de quem já faz esse trabalho”, afirma.
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