‘Precisamos colocar o pequeno produtor no centro da agenda de desenvolvimento’, afirma CEO Global da JBS

Gilberto Tomazoni foi um dos painelistas do COP Business Forum, realizado pela Amcham

 Gilberto Tomazoni participou do painel ‘A Sustentabilidade e a Resiliência do Agronegócio’ durante o COP Business Forum, em São Paulo

“A agricultura é o agente de transformação para a questão climática, para erradicar a pobreza e para produzir mais, além de ajudar o mundo na transição de uma economia mais sustentável”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS, durante o COP Business Forum, evento realizado pela Amcham Brasil nesta sexta-feira (28), em São Paulo. 

No painel ‘A Sustentabilidade e a Resiliência do Agronegócio’, Tomazoni destacou que 30% da produção mundial provém de pequenos produtores, que muitas vezes enfrentam dificuldades financeiras e técnicas para implementar práticas sustentáveis. Além disso, apenas 4% dos investimentos globais destinados à transformação climática são direcionados à agricultura, o que, para o executivo, é uma lacuna que precisa ser superada para que o setor possa liderar a transição para um futuro mais sustentável.

Com o intuito de apoiar essa transição, a JBS criou o programa Escritórios Verdes, que oferece assistência técnica e consultoria a esses produtores para melhorar suas práticas agrícolas e aumentar a rentabilidade. Desde a criação do programa, em 2021, mais de 15 mil propriedades rurais receberam consultoria e apoio técnico, e mais de 6 mil hectares foram destinados à recuperação florestal.

A Companhia também conta com uma Política de Compras de Matéria-Prima que proíbe a aquisição de propriedades com desmatamento ilegal, áreas de embargo ambiental, unidades de conservação e terras indígenas ou quilombolas, entre outros requisitos. Também em 2021, a JBS criou a Plataforma Pecuária Transparente, sistema que utiliza a tecnologia blockchain e permite que os fornecedores diretos apliquem os mesmos critérios socioambientais aos seus próprios fornecedores de animais. 

Segundo o CEO, a JBS também está comprometida com a rastreabilidade de sua cadeia produtiva, com iniciativas como o projeto em parceria com o governo do Pará e a The Nature Conservancy (TNC) para a doação de tags para rastreamento de rebanhos no estado. Para Tomazoni, a rastreabilidade individual dos animais por meio de tags é um passo importante para garantir uma cadeia de produção mais transparente e sustentável.

Sustentabilidade no coração da operação

Tomazoni destacou que a sustentabilidade está no coração da operação da JBS, com o objetivo de melhorar a vida das pessoas, a saúde do planeta e tornar a Companhia mais competitiva. Para isso, a empresa tem adotado práticas inovadoras de economia circular para reduzir o desperdício e maximizar a utilização dos recursos. Dentro desse conceito, a JBS aproveita 99% de cada bovino processado. Em aves e suínos, esse percentual é de 94%. Dos resíduos do processo produtivo do boi, além do biodiesel, são obtidos couro para revestimento de móveis, vestuário e acessórios, peptídeos de colágeno e gelatinas, além da fabricação de sabonetes e outros produtos.